A polícia chegou ao local após uma denúncia anônima encaminhada à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). A princípio, os agentes fazendários seguiram uma pista que conduzia a um depósito na Avenida Pará, zona oeste da cidade, mas o depósito estava fechado.
Segundo informações da Sefaz, o montante sonegado em impostos ainda não foi divulgado. "O local não possui inscrição, mas armazenava o produto oriundo de diversos lugares, por isso apreendemos a documentação para averiguar o ilícito fiscal", afirma o preposto da secretaria, Hugo Lima.
Aurich explicou que o esquema consistia na aquisição de combustível, por meio da empresa acusada, de diversos fornecedores, dentre os quais a Usina Santa Maria, situada em Medeiros Neto, extremo Sul da Bahia; SADA Bio energia e Agricultura, de Jaíba, Minas Gerais; Petrovalle, de Feira de Santana, Santa Cruz e Álcool Ltda, de Santa Cruz de Cabrália e Petromotor, com sede em Itabuna.
Ainda segundo o delegado, o combustível era adquirido legalmente, mas o produto era desviado por rotas clandestinas, deixando de passar pelos postos de fiscalização e sonegando impostos. Ao chegar a Conquista, o produto era armazenado no depósito clandestino. "Os lacres eram quebrados, a gasolina adulterada e depois os tanques eram lacrados para ser distribuídos em postos de Conquista e outros municípios da região", destaca.
Alguns dos postos abastecidos com o combustível "batizado" foram listados pela polícia por meio de talonários. Nas notas de entrega apresentadas, são citados como envolvidos no esquema cinco postos da cidade. Outros postos também estão sendo investigados.
Na operação, também foram apreendidos caminhões-tanque, para que a Polícia Técnica analise o produto e dois computadores entregues à Sefaz para averiguações e análise de outras supostas fraudes
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